2 de dezembro de 2021
Quem nunca teve uma grande ideia ou sentiu a necessidade de fazer uma grande mudança no seu produto e nunca soube por onde começar? Uma ótima saída para entender como tirar suas ideias e inquietações do papel e ter um norte de execução é utilizar-nos do Lean Inception, workshop criado por Paulo Caroli que nos incentiva a entender de ponta a ponta o seu produto durante 5 dias.
Feito de forma colaborativa, o workshop conta com a participação de todos os stakeholders do produto, do time operacional aos diretores, eis que todos aqueles que são relevantes para o entendimento do que está sendo construindo devem participar. Dito isto, é interessante ressaltar que, por ser colaborativo, todos devem ter vez e voz durante as discussões, e isso deve ser incentivado desde o primeiro dia do workshop. Além disso, o nome Lean Inception é para lembrar que essa construção deve ser feita de forma enxuta, ágil, entregando valor de forma rápida e com frequência.
Outro ponto relevante é entender que ao final não se terá um produto pronto logo de cara, mas sim as funcionalidades que são relevantes segundo a visão dos stakeholders, devendo ser validado junto aos usuários. Essas funcionalidades são relevantes para criação do MVP, ou seja, um mínimo produto que irá validar na prática o seu produto ideal. Mas não esqueça, o workshop não substitui as sessões de ideação, as entrevistas com os usuários, a pesquisa de mercado, a revisão da arquitetura, a análise de concorrência ou o canvas de mapeamento de projetos e negócios.
Durante os 5 dias, o grupo passa por diversas atividades, entre elas a descrição da persona, as funcionalidades, abaixo segue sugestão de agenda:
Fonte: Lean Inception: Como alinhar pessoas e construir o produto certo
Particularmente, o meu momento favorito durante o workshop é “O Produto é – não é – faz – não faz “. Durante essa atividade, o produto fica claro para todos envolvidos, sanando todos “e se” e tornando mais objetiva e clara as atividades posteriores.
As outras atividades nos darão uma visão sobre nossos usuários, definirão quais serão as características do MVP, trarão entendimento da experiência do usuário, bem como o esforço e o valor negócio, e isso serve para destrinchar as características do MVP e saber em que features devemos nos empenhar. Após esse entendimento, devemos mapear e apresentar a jornada do usuário para, em seguida, sequenciar quais funcionalidades devem estar prontas primeiro, ou seja, definir grupos de entregas à medida que há a evolução das sprints. Por último, temos o preenchimento do canvas MVP. Levando em conta a construção dos 4 dias anteriores, o canvas define a proposta do MVP, alinha as expectativas de entrega, segmenta as personas, define as métricas necessárias para validar as hipóteses do negócio e define os custos e cronograma inerentes à construção do MVP.
Não devemos esquecer que, quanto maior for o foco no MVP, melhor será a validação do produto para o segmento de usuários, bem como a validação de possíveis hipóteses que tenham surgido. Para isso, uma dica: seja claro na proposta do MVP. Além disso, o “M” do MVP é de mínimo, ou seja, a ideia é criar um produto que consiga validar as funcionalidades com personas segmentadas; dessa forma, não adianta gastar muito tempo desenvolvendo um produto com muitas funcionalidades e bastante custo envolvido se, no fim, o usuário não validou o que foi proposto. A ideia é: construa rápido, meça rápido e aprenda rápido.
Quer entender mais a fundo o Lean Inception? Recomendo a leitura do livro “Lean Inception: Como alinhar pessoas e construir o produto certo” do Paulo Caroli. Aproveite!
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